• Stéfano Squerline

VIRTUDES DO ADESTRADOR

Quem se propõe ao trabalho com cães, deve possuir qualidades, ou então cultivá-las de modo positivo:

a. Gostar de cães, inclusive de realizar sua higienização.

b. Inteligência, é notório que uma pessoa de QI baixo, não será um bom cinotécnico;

c. Paciência e Perseverança, um cão não pode ser forçado a ter um comportamento desejado pelo cinotécnico, nem este deverá esperar que o animal tenha a capacidade de compreensão idêntica à do homem. O cinotécnico deverá ser paciente e perseverante em cada exercício até vê-lo realizado com êxito.

d. Coordenação Física e Mental, um bom cinotécnico deverá ser capaz de transmitir seus comandos não só através de gestos e movimentos do corpo mas, também, de viva voz. Isto requer grande coordenação física e mental.

e. Robustez, não basta o cinotécnico possuir boa coordenação. Ele deverá também ser possuidor de relativa capacidade física.

f. Iniciativa, embora o modo de proceder durante o treinamento possa regulamentado, é inevitável surgirem situações ainda não previstas. O cinotécnico deverá ser capaz de enfrentar essas situações com êxito.

g. Dedicação, a integridade do cão fica inteiramente entregue ao cinotécnico. Os cães não têm meios para reclamar o tratamento que recebem e seu estado físico depende principalmente, do grau de dedicação com que os cinotécnico executam as tarefas de manutenção dos canis, higiene e alimentação dos animais, tantas vezes quantas forem necessárias. Uma falha nessas obrigações significará em prejuízo no programa de adestramento.

h. Confiança, uma vez que os cães poderão vir a ser escalados para atividades importantes, é imperativo que o cinoténico inspire confiança irrestrita no trabalho executado.

i. Observador e Detalhista, a base do adestramento é o detalhe, a disciplina. Se o cinoténico não exigir de si e do seu cão tal rigor, o êxito do adestramento não será atingido com a perfeição esperada, e ainda, possuir um alto grau de observação, em todos os instantes ter a atenção voltada para o seu cão e tudo mais que esteja a sua volta, para evitar influências negativas ou transtornos no trabalho a ser realizado.

j. Ter a mente aberta para compreensão e o aprendizado, que leva sua vida inteira (tanto do adestrador, quanto do cão), pois cada cão é uma nova experiência, um novo processo a ser avaliado e trabalhado, sempre há uma novidade.

k. Ter objetivos claros, definidos.

l. Utilizar métodos técnicos (não é necessário que sejam ortodoxos).

m. Ter cautela com empirismo, pois podem trazer resultados instáveis.

n. Constante reciclagem.



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