• Stéfano Squerline

LEIS DE SHAPING - Karen Pryor (clicker)


1. Aumente o critério exigido apenas o suficiente para que o sujeito sempre tenha uma chance realista de reforçamento. Na prática, isso significa que quando se aumenta a demanda ou eleva um critério a ser reforçado, deveria fazê-lo dentre o intervalo que o sujeito já consegue realizar; um progresso constante, mesmo que lento, leva ao objetivo final muito mais rápido do que tentar forçar um progresso rápido com o risco de perder a performance adquirida até então. Toda vez que se aumenta um critério, as regras mudam. O sujeito precisa ter a oportunidade de descobrir que, mesmo assim, reforços podem continuar sendo fáceis de ganhar com um aumento de esforço, e isso só pode ser aprendido com a experiência de receber reforçadores nesse novo nível.

2. Treine um aspecto por vez, de qualquer comportamento; não tente trabalhar dois critérios simultaneamente. Se uma tarefa pode ser quebrada em componentes diferentes, e então trabalhados separadamente, a aprendizagem será muito mais rápida.

3. Enquanto estiver trabalhando em um comportamento, coloque o atual nível de resposta em um esquema variável de reforçamento, antes de adicionar ou aumentar um critério. Quando o sujeito está apto a tolerar a ocasional ausência de reforçador (programa variável), e você deixar uma resposta anteriormente adequada passar sem reforçar, o sujeito provavelmente irá repetir o comportamento, além de fazê-lo com mais vigor.

4. Quando introduzir um novo critério ou aspecto de uma habilidade comportamental, relaxe temporariamente os anteriores. O que já foi aprendido não é esquecido, mas sob a pressão de assimilar novos níveis de habilidade, comportamentos previamente muito bem aprendidos irão, algumas vezes, falhar temporariamente. Esses erros normalmente irão se consertar sozinhos, sem grande demora.

5. Fique à frente do seu sujeito. Planeje seu programa de modelagem para que, se seu sujeito der um salto repentino adiante, você irá saber o que reforçar a seguir. Estar despreparado e segurar o sujeito em um nível mais baixo só porque você não sabe o que fazer a seguir, no melhor dos casos é uma grande perda de tempo, e no pior, pode desencorajar ou aborrecer seu sujeito de forma que ele se torna menos disposto a trabalhar mais no futuro.

6. Não mude de treinadores. Quando se está no meio da modelagem de um comportamento, você corre o risco de grande “desaceleramento” se você passar o treinamento para as mãos de outra pessoa. É claro que um sujeito pode ter múltiplos treinadores, mas cada comportamento específico deve ser ensinado por apenas um treinador. A única vez que você deve considerar trocar de treinador no meio do caminho é quando o treinamento não está levando a lugar algum. Se pouco ou nenhum aprendizado está ocorrendo, há pouco a se perder com a troca.

7. Se um processo não está dando resultado, tente outro.

8. Não interrompa uma sessão de treinamento sem motivo; isso é uma forma de punição.

9. Se um comportamento aprendido se deteriora, revise o seu trabalho.

10. Pare enquanto você “está bem” “Quando” você interrompe o treino não é nem de longe tão importante quanto “O quê” você interrompe. Como um treinador, você deveria se esforçar, se necessário, a parar enquanto tem uma boa resposta (após um desempenho excelente, se continuar a sessão, pode haver respostas não tão boas).

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